A psicanálise com adolescentes.
A adolescência é, talvez, a fase da vida em que mais coisas acontecem ao mesmo tempo. O corpo muda, as relações se redesenham, o mundo se abre — e se fecha. Diante de tanto movimento, nem sempre há palavras para o que se sente.
É justamente aí que um espaço de escuta pode fazer diferença: não para "consertar" o adolescente, mas para lhe oferecer um lugar de fala próprio — diferente da família, da escola, das redes.
O que se busca nesse atendimento
Muitos pais e mães chegam preocupados com mudanças de comportamento, isolamento, queda no rendimento, irritabilidade ou medos que parecem ter aparecido do nada. O adolescente, por sua vez, nem sempre quer "falar sobre isso" — e isso também faz parte.
A presença de um espaço próprio não afasta o jovem da família; ajuda a costurar, de outro modo, a relação.
O lugar dos responsáveis
A primeira conversa costuma envolver o adolescente e, quando faz sentido, seus responsáveis. A partir dali, no entanto, o sigilo é a regra: o que se diz em sessão pertence ao jovem. Essa confiança não é um capricho — é a condição para que a palavra possa, de fato, aparecer.
Quando necessário, converso com a família sobre o andamento do trabalho, sempre respeitando o acordo firmado com o adolescente.
Quando procurar
- Mudanças bruscas de humor, sono ou apetite;
- Isolamento ou perda de interesse pelo que gostava;
- Dificuldades nas relações e na escola;
- Ansiedade, medos ou tristeza que se instalam;
- O desejo, do próprio jovem, de ter com quem falar.
Não é preciso esperar algo "grave" acontecer. Muitas vezes, um espaço de escuta precoce evita que pequenos sofrimentos virem grandes.
Se você é responsável por um adolescente — ou se é um jovem lendo isto —, saiba que existe um lugar onde a palavra será bem-vinda, no tempo em que ela vier.
Quer conversar sobre o adolescente?
Atendo jovens e suas famílias, presencialmente e online.